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Piloto de balão há mais de 8 anos, montanhista, espeleólogo, pára-quedista, velejador e esquiador (tanto na neve na água). Esportes de aventura é o que não falta no currículo do paulistano Sacha Haim, 26 anos. Apesar da extensa lista, o Balonismo ocupa um lugar de destaque na vida deste arquiteto, que é o atual vice-campeão brasileiro de balonismo e é bi-campeão brasileiro. Aliás, foi o mais jovem campeão brasileiro, com apenas 19 anos. Mais do que isso, tirou a licença de piloto antes de aprender a dirigir!

Voou a primeira vez aos dez anos. Aos 11, era o navegador do pai, Salvator Haim. Com 15 anos, participou de seu primeiro mundial, no Japão. Segundo Sacha, a família existe por causa da montanha e fica fácil entender tamanho entusiasmo pela vida outdoor. Os avós se conheceram esquiando na Europa. Os pais, Salvator e Silvia, se conheceram no Clube Alpino Paulista, escalando. Sacha nunca abandonou os outros esportes mas o Balonismo tem um papel de destaque, recebendo sua maior dedicação. 

Formado em Arquitetura pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP/SP), atualmente está terminando um mestrado em Arquitetura Efêmera, em Barcelona. Nos finais de semana, costuma levar passageiros para voar, trabalhando com dois pilotos espanhóis que conheceu no Brasil, quando foi campeão nos 1o. Jogos Mundiais da Natureza, realizados na costa oeste do Paraná, em 1997. A família voa unida e o pai decola, normalmente, depois de ver os dois balões dos filhos, Sacha e Sandro, já no ar. Um rádio, tanto nos balões quanto nas equipes de resgate, faz a comunicação entre as equipes, uma delas chefiada em terra por Silvia. Samantha, a filha mais nova, atualmente ocupa o lugar do Sacha na equipe do pai, navegando.

Viajar e voar... Sacha já voou em mais de 10 países (Brasil, Japão, Suíça, Inglaterra, Paraguai, Estados Unidos, Argentina, Áustria, França e Espanha) e cerca de 10 estados brasileiros. Adora campeonatos mas não dispensa um vôo de aventura e foi assim que filmou “Três chapadas e um balão”. Ainda se encanta em cada vôo que faz com o deslumbramento que causa um balão nos céus. Ver o olhar surpreso dos habitantes dos locais onde voa, ser cercado por crianças nos pousos e decolagens, responder pacientemente sempre as mesmas perguntas... Nada parece incomodá-lo. Ao contrário, sempre fascinam e fazem brilhar seus olhos.

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